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Saúde mental no trabalho: dados e o novo papel do RH

Em abril, o Dia Mundial da Saúde coloca o tema de volta nas pautas corporativas. 

Mas o que os números de 2024 e 2025 revelam é que:

A conversa sobre saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser pauta de data comemorativa faz tempo. 

Ela virou emergência silenciosa, obrigação legal e, para as empresas que enxergam mais longe, vantagem competitiva real.

Este artigo reúne os dados mais relevantes sobre o estado do bem-estar corporativo no Brasil, o impacto direto na produtividade e o que muda com a nova NR-01. 

Para gestores de RH, líderes e decisores que precisam entender onde estão e para onde ir.

Desempenho acima de saúde mental 

A pressão por resultados segue crescendo. 

O problema é que os times que precisam entregar esses resultados estão chegando ao limite.

Segundo dados da Zenklub/Conexa

-> 86% dos profissionais brasileiros deixariam o emprego atual por motivos ligados à saúde mental. 

Um dado que por si só deveria acender o alerta em qualquer reunião de liderança. 

Mas ele ganha outro peso quando se observa o que acontece do lado de quem gerencia, dados da Gartner mostram que:

  1. 70% dos gestores relatam sobrecarga
  2. 45% sentem falta de preparo emocional para lidar com times híbridos.

O gap entre demanda e capacidade está em todo lugar da cadeia. 

A mesma pesquisa da Gartner aponta que:

55% dos líderes de RH afirmam não ter soluções tecnológicas para oferecer flexibilidade real aos colaboradores.

  • O resultado é uma organização que cobra mais do que consegue sustentar.

A crise que impossível de ignorar

Mais de 400 mil licenças médicas por transtornos mentais foram concedidas no Brasil em 2024. 

Crescimento de 68% em relação ao período anterior. 

Fonte: Ministério da Previdência Social

Esse número representa:

  • Pessoas afastadas
  • Operações paralisadas
  • Custos acumulados 
  • Uma gestão de pessoas que não conseguiu chegar antes do problema.

O Índice de Bem-Estar Corporativo registrou 64,5 pontos em 2024.

Bem abaixo dos 78 pontos considerados o mínimo aceitável pela metodologia [Fonte: Zenklub/Conexa.]

Entre 2020 e 2024, os casos de depressão no Brasil cresceram 90%, segundo o IPQHC

O Brasil ocupa hoje a segunda posição no ranking mundial de prevalência de burnout.

Nos dados do GPTW, 35% das empresas registraram aumento nos afastamentos por saúde mental e emocional no último ano. 

E a distribuição das causas, segundo o SmartLab, é clara: 

  • Reações ao estresse lideram com 28,6%
  • Seguidas de ansiedade (27,4%) 
  • E episódios depressivos (25,1%).

O problema não é novo. 

O que é novo é que ele chegou a um ponto onde ignorar virou opção mais cara do que agir.

NR-01: bem-estar virou compliance

A partir de maio de 2026, a saúde mental no trabalho passa a ser também uma questão de fiscalização e multa.

A NR-01, norma regulamentadora que trata das disposições gerais de segurança no trabalho, foi atualizada para incluir riscos psicossociais no escopo obrigatório de gestão. 

Isso significa que assédio moral, sobrecarga de trabalho, ambiente hostil e insegurança no emprego agora precisam constar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de qualquer organização.

Para entender como chegamos até aqui, vale observar a trajetória legislativa e institucional do tema no Brasil:

2014 | Criação do Janeiro Branco, movimento que inicia a conscientização sobre saúde mental preventiva

2017 | Instituição da Política Nacional de Prevenção ao Suicídio

2022 | Publicação das Diretrizes conjuntas da OMS e OIT sobre saúde mental no ambiente de trabalho

2023 | Atualização da lista de doenças ocupacionais reconhecidas pelo governo brasileiro

2024 | Aprovação da Lei 14.831 (Certificação Empresa Promotora da Saúde Mental) e atualização da NR-01 com inclusão de riscos psicossociais

2026 | Início da fiscalização com aplicação de multas às empresas não adequadas

A leitura prática para o RH é direta: adequar o PGR não é mais recomendação. É prazo.

O que realmente funciona: dados sobre produtividade e bem-estar

Muito além da compliance, os dados mostram com clareza que investir em saúde mental tem retorno mensurável. 

O problema é que muitas empresas ainda tratam o tema como custo em vez de variável de resultado.

Segundo o GPTW

99% dos respondentes consideram saúde mental relevante para gestão de pessoas. 

E, 89% das empresas reconhecem, segundo a Robert Half, que resultados organizacionais estão diretamente ligados à motivação dos colaboradores.

Quando se observa o comportamento de colaboradores em ambientes com boas condições de bem-estar, os números da Robert Half são expressivos: 

🔻89% mais produtivos

🔻74% mais inovadores

🔻73% mais cooperativos 

🔻66% mais leais à organização

O lado oposto é igualmente revelador:

Quando os colaboradores estão insatisfeitos

🔻100% relatam falta de motivação

🔻87% apresentam implicações psicológicas 

🔻81% estão abertos a novas oportunidades de emprego

O custo da infelicidade no trabalho é mensurável. O custo de não fazer nada é maior.

Nas empresas que de fato agiram, os resultados documentados pelo GPTW apontam para reduções de até

78% no absenteísmo por saúde mental em organizações com liderança humanizada. 

Onde os índices de bem-estar são consistentemente altos, o turnover cai 76%, o volume de candidatos por vaga aumenta 78% e os afastamentos caem 35%.

Sobre o que as empresas estão fazendo na prática: 

55% realizam palestras e rodas de conversa sobre saúde mental, segundo o GPTW, e 38% já oferecem terapia online como benefício.

O ambiente de trabalho como parte da equação

Quando se olha para os fatores que afetam saúde mental no trabalho, a maioria das discussões gira em torno de liderança, clima organizacional e benefícios de saúde. 

E esses pilares são, de fato, centrais.

Mas o ambiente físico e as condições do dia a dia também entram na conta. 

Acesso a alimentação de qualidade, conveniência dentro do espaço de trabalho e a redução de pequenas fricções cotidianas fazem parte do que contribui para um colaborador se sentir cuidado, não apenas cobrado.

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