Uma pesquisa da Opinion Box mostra o que os candidatos avaliam ao escolher entre as propostas e onde o pacote de benefícios entra na conta do RH.
Neste blog, vamos esmiuçar esta pesquisa e mostrar os caminhos que se tornam decisivos no processo de atração de novos talentos.
O perfil do candidato
Quem respondeu à pesquisa
O estudo ouviu 1.211 profissionais pela internet entre novembro e dezembro de 2025, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais. A composição da amostra:
- Sexo: 55% mulheres e 45% homens
- Faixa etária: 24% de 18 a 29 anos, 49% de 30 a 49 anos e 27% com 50 anos ou mais
- Renda familiar: 20% nas classes A e B, 80% nas classes C, D e E
- Região: 40% sudeste, 25% nordeste, 17% sul, 11% Centro-Oeste e 7% norte
Dois recortes desse perfil ajudam a interpretar as respostas que vêm a seguir.
O primeiro é a idade, quase metade dos respondentes está entre 30 e 49 anos, faixa em que a maioria já tem carreira em andamento e decisões de vida de médio prazo em curso. Somando com quem tem 50 anos ou mais, 76% da amostra passou dos 30. São candidatos que já viveram alguns processos seletivos e sabem comparar propostas item a item.
O segundo é a renda, oito em cada dez respondentes pertencem às classes C, D e E. Para esse grupo, um benefício que resolve um gasto recorrente do mês tem efeito direto no orçamento doméstico, e isso aparece de forma clara na ordem dos benefícios mais valorizados.
O que os candidatos avaliam ao escolher entre duas ofertas?
Quando a pergunta é o que mais pesa na decisão entre duas ofertas de emprego, o ranking é esse:

Vale olhar para os três primeiros colocados como um bloco: Salário, crescimento e benefícios formam a base da decisão, aquilo que o candidato consegue comparar item a item entre duas propostas. Cultura da empresa (11%), liderança direta (6%) e propósito (6%) aparecem bem abaixo, provavelmente porque são difíceis de avaliar de fora antes da assinatura do contrato.
Há também uma leitura de custo aqui. Subir a faixa salarial para vencer uma disputa cria um degrau permanente na folha e pressiona toda a estrutura de cargos da empresa. Reforçar o pacote de benefícios move um item que 32% dos candidatos declaram avaliar, com impacto orçamentário mais previsível.
Dentro do pacote de benefícios, alimentação fica em segundo lugar
A pesquisa também perguntou qual benefício isolado é o mais importante para o candidato.
O resultado:

Plano de saúde lidera com 28%. Alimentação vem logo atrás, com 19%, à frente de flexibilidade de horário, previdência, bônus e PLR.
O enunciado da opção ajuda a explicar o resultado. A pesquisa não fala apenas em vale-refeição, mas fala em vale-refeição ou alimentação de alto valor. O que está sendo avaliado é o quanto aquele benefício resolve a rotina de quem recebe, e alimentação é um dos poucos itens do pacote que o colaborador aciona todos os dias úteis do mês. Um plano de saúde bom costuma ser percebido quando alguém adoece. Alimentação aparece no almoço, no café da tarde e naquela reunião que passou do horário.
Aumentar o valor do benefício de alimentação é uma alavanca direta sobre o segundo item mais citado da lista, e o efeito é sentido pelo time inteiro, não só por quem passa por um evento específico ao longo do ano.
O que isso significa para a atração de talentos?
Três movimentos práticos saem desses números:
Descrever o pacote com o mesmo cuidado que se descreve a vaga. Se 32% dos candidatos declaram avaliar benefícios na decisão final, o anúncio da vaga e a conversa de fechamento precisam detalhar o que a empresa oferece. Um campo genérico escrito como “pacote de benefícios competitivo” não dá ao candidato nada para comparar.
Tratar alimentação como argumento de proposta, não como item administrativo. É o segundo benefício mais valorizado da lista e um dos mais visíveis no dia a dia. Entra bem na apresentação da empresa durante o processo seletivo.
Reforçar o que o candidato consegue conferir. Cultura e propósito ficaram nas últimas posições. Um mercado autônomo dentro do escritório, ao contrário, é algo que o candidato vê no tour da empresa e entende em cinco segundos.
Uma possível solução
Um mercado autônomo instalado dentro da empresa muda a relação do time com a alimentação durante o expediente. O colaborador encontra refeições, lanches e bebidas no próprio andar, a qualquer hora do turno, sem sair do prédio e sem depender do que trouxe de casa.
A Mercearia Pronta opera esse modelo em Curitiba desde 2014, com operação 100% própria e sem franquia, ou seja, sem terceiros no meio do caminho.
Formatos disponíveis para empresas a partir de 70 colaboradores, sem custo de implantação. A operação usa telemetria em tempo real para acompanhar consumo e estoque, o que permite reposição proativa antes de o item acabar na prateleira. O mix é ajustado ao perfil do time.
Para o RH, o resultado prático é um benefício corporativo que aparece na rotina de todos os dias, entra na conversa com o candidato durante o processo seletivo e não exige um degrau novo na folha de pagamento.
Para levar adiante
Ao longo desse blog, fica claro que o salário decide muita coisa, e a pesquisa da Opinion Box confirma isso. O que os dados acrescentam é que a segunda linha da decisão está bastante disputada, com plano de carreira e pacote de benefícios praticamente empatados. Alimentação ocupa um lugar alto dentro desse pacote, atrás apenas do plano de saúde.
Empresas que conseguem mostrar isso de forma concreta durante o processo seletivo entram na comparação final com uma carta a mais.
Quer entender qual formato faz sentido para o número de colaboradores da sua empresa? Fale com o time da Mercearia Pronta.
Fonte dos dados: A jornada do candidato no recrutamento e seleção, Opinion Box.
